
Você não verá Dragonlance nas telinhas.
O ator Joe Manganiello (com participações em True Blood e Homem-Aranha) é um grande fã de Dragonlance, cenário de campanha de Dungeons & Dragons, consagrado devido aos romances desenvolvidos pelos autores Tracy Hickman e Margareth Weis.
No último ano, o autor anunciou que estava trabalhando em um live-action para o cenário. Contudo, em uma entrevista para a Comicbook (e confirmada pelo periódico Polygon), Joe Manganiello anunciou que o filme não mais seria desenvolvido pela Hasbro (detentora da Wizards of the Coast, editora que publica Dungeons & Dragons).

Por que foi cancelado?
Fracasso de Dragonlance
Segundo o autor, um dos principais motivos pelo qual o live-action não mais verá a luz do dia é o fracasso comercial de Dragonlance: Shadow of the Dragon Queen, grande campanha de Dungeons & Dragons baseada no cenário e publicada no final de 2022. Segundo o ator, claramente chateado com o cancelamento, “o módulo era ‘problemático’ devido a um ‘fracassado’ board game“.
Dragonlance: Shadow of the Dragon Queen chegou às lojas em conjunto com Warriors of Krynn, um board game suplementar para a aventura. Contudo, a utilização de ambos os produtos em conjunto é opcional, e você pode jogar tanto a aventura, como o board game, sem o auxílio de outro produto. Contudo, sua experiência com a aventura será melhor reunindo ambos os jogos.
A não-participação dos autores de Dragonlance na criação da aventura também pode ter sido um fator impactante nas vendas. Na época do desenvolvimento da aventura, os autores estavam mergulhados em uma batalha judicial contra a Wizards of the Coast, após o abrupto cancelamento da nova trilogia de Dragonlance, intitulada Dragonlance Destinies.

Felizmente, a história terminou com um final feliz, e o último livro da trilogia chegará às lojas neste ano. Inclusive, a edição em capa dura de Dragons of Fate, segundo livro da trilogia, está custando apenas R$ 48 — é o melhor preço do livro!
A Open Game License
Todavia, existe um motivo bem mais plausível para o fracasso do módulo. Dragonlance: Shadow of the Dragon Queen chegou às lojas três meses antes da grande polêmica envolvendo as alterações na licença OGL (Open Game License). Os efeitos desta tentativa de mudança aparecem mesmo nos dias de hoje (como, por exemplo, no cancelamento do live-action e no anúncio de Starfinder 2ª Edição).
Toda a comunidade se reuniu para atacar a Wizards of the Coast, e diversos membros influentes da comunidade anunciaram boicotes à empresa.
A venda da eOne
O autor também mencionou que a venda da eOne (um braço de entretenimento da Hasbro) para a Lionsgate, no final de 2023, impactou no cancelamento do filme. Por fim, o ator mencionou que a Wizards of the Coast não está interessada em desenvolver a propriedade de Dragonlance.
O que o autor criou até então?
Segundo o autor, ele havia um script completo para o episódio piloto. A história se baseava em um grupo de heróis, batalhando contra uma deusa maligna dos dragões e suas forças do mal (provavelmente, Takhisis, a representação de Tiamat no cenário de Dragonlance).
O autor compartilhou este script com os autores de Dragonlance, que gostaram do que viram. Segundo ele, o trabalho era sobre “desenvolver o mundo que eles criaram. Contudo, o foco seria nas regiões onde os autores forneceram apenas algumas informações ao longo do tempo. Meu trabalho seria observar essa região com uma lupa”.
O autor também compartilhou este script com produtores de Hollywood e membros da comunidade literária. Ele mencionou que a principal agente literária da cidade revisou o episódio piloto, e que, segundo ela, “é o melhor piloto de fantasia que li desde Game of Thrones”. Outro produtor, segundo ele, disse que o script é incrível, e que espera que Joe Manganiello use este piloto para desenvolver uma nova propriedade intelectual.
Ainda, ele também criou um livro com artes conceituais, que possuía mais de mil páginas de ilustrações. As artes mostravam detalhes do mundo, armas, armaduras, dragões e vários dos personagens desenvolvidos pelos autores de Dragonlance. Segundo ele, ele apresentaria uma nova abordagem para os dragões do cenário, diferente de tudo o que já foi visto até então.
Por fim, o ator até mesmo se ofereceu para adquirir a propriedade intelectual de Dragonlance. A empresa recusou a oferta, contudo. Apesar dos reveses, Joe Manganiello está otimista com o futuro do cenário. “Talvez, em algum momento, alguém retorne ou a companhia mude de mãos. Com alguma sorte, alguém verá o valor (de Dragonlance)”, finaliza o consagrado ator.
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Hm… Fiquei curioso para saber no que a venda da eOne vai influenciar na possibilidade de uma sequência do filme mais recente de D&D. Em todo caso, não sei como alguém ainda não pensou que fazer um filme com o Drizzt Do’Urden como protagonista não seria uma boa ideia.
se fosse um filme animado teria dado certo…
quem eu to querendo enganar.