Processo de Dragonlance

Final feliz: autores de Dragonlance arquivam processo contra Wizards of the Coast!

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Fãs do cenário podem aguardar por novidades empolgantes!

No último sábado (19), os autores de Dragonlance anunciaram que arquivaram a ação movida contra a Wizards of the Coasts, empresa detentora da propriedade intelectual de Dragonlance. É bastante provável que teremos novidades empolgantes para o cenário!

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Entenda o caso

Embora já tenhamos escrito uma longa publicação acerca do caso (que você pode ler aqui), disponibilizaremos, abaixo, um resumo:

Em 2017, Margaret Weis e Tracy Hickman (autores de Dragonlance) procuraram a Wizards of the Coast (detentora da propriedade intelectual de Dragonlance, também conhecida como WotC) para publicar uma nova trilogia para o cenário. A editora de Washington aprovou a ideia e estabeleceu um contrato de licenciamento – o que permitiria que os autores pudessem utilizar a propriedade intelectual de Dragonlance em suas publicações.
Todavia, não seria a WotC que publicaria o título – isso ficaria sob a responsabilidade da Penguin Randon House (PRH), que firmou um contrato de publicação entre ela e os autores. Desta forma, as três partes (autores, PRH e WotC) estariam vinculadas.

Os problemas começaram a ocorrer em novembro de 2019: o contrato de publicação previa que a PRH realizasse um pagamento aos autores assim que o manuscrito do 1º livro fosse aprovado – o que aconteceu em novembro daquele ano. Todavia, o pagamento nunca ocorreu – guarde essa informação. A WotC aprovou o manuscrito do livro (com nome provisório de Dragons of Deceit) em janeiro de 2020, mas não sem, antes, solicitar revisões cujas reedições chegavam a até 70 páginas de acordo com os autores. Neste período, o segundo livro, de nome provisório Dragons of Fate, já estava em estágio avançado de desenvolvimento.

Em junho de 2020, a WotC decidiu trocar os funcionários responsáveis por supervisionar a publicação. Nic Kelman (chefe de Entretenimento e História da WotC) seria um dos novos responsáveis pelo gerenciamento da publicação. Todavia, segundo este relato na plataforma Medium, Nic Kelman é autor de títulos questionáveis, que supostamente promovem misoginia e pedofilia. Note que o tópico no Medium possui conteúdos sensíveis.
Neste mesmo período, os autores descobriram que a WotC estava entrando em contato diretamente com a PRH para acertar detalhes editoriais acerca da publicação, interferindo diretamente no que foi estabelecido no contrato de publicação.

Em 13 de agosto, a WotC, em uma reunião com os autores, decidiu que não aprovaria nenhum outro manuscrito, impedindo que o contrato fosse cumprido. Tecnicamente, essa não é uma quebra de contrato, mas, sem a aprovação, o contrato não poderia ser executado – e os títulos, publicados.
A editora não forneceu quaisquer detalhes sobre os motivos por trás da decisão.

Com diversos anos de trabalho jogados fora, os autores não tiveram outra opção além de processar a Wizards of the Coast.

Processo Dragonlance
Ao que tudo indica, teremos novidades de Dragonlance nos próximos meses!
Créditos: Wizards of the Coast.

As novidades

De acordo com uma atualização do caso, os autores voluntariamente arquivaram o processo. Nenhuma das partes fez declarações públicas sobre o porquê do arquivamento da ação.

Margaret Weis usou suas redes sociais para tranquilizar (e animar) os fãs:

Eu sei que alguns de vocês viram que nossa ação contra a WotC foi arquivada. Eu não posso dizer nada sobre o caso ainda, mas fique ligado para notícias empolgantes nas próximas semanas. Muito obrigado pelo suporte!

Margaret Weis, em seu Twitter.

Em teoria, o processo pode ter sido arquivado pelos autores com o intuito de editá-lo e impetrá-lo novamente. Mas não parece ser este o caso.

Dragonlance para D&D 5ª Edição?

Três cenários clássicos de Dungeons & Dragons serão publicados para D&D 5ª Edição nos próximos dois anos. E é bastante provável que Dragonlance será um destes cenários!

Isso porque o portal Wired convidou Joe Manganiello (ator com participações em Demolidor e True Crime) para responder algumas questões sobre D&D realizadas no Twitter. O renomado autor, conhecido e declarado fã de Dragonlance, proferiu essa resposta ao falar a respeito de raças homebrew (materiais não-oficiais criadas por jogadores e mestres):

“Eu não sei, cara. Sempre tive pensamentos sobre isso, como uma civilização de gnomos das trevas. Eu tenho vários tipos de ideias que eu uso em meus jogos e flutuo entre elas.
Eu vou te dar uma ideia: eu queria algo entre dragões e draconianos porque, você sabe, eu tenho as estatísticas dos draconianos para a 5ª Edição – não diga isso para ninguém. Eu queria algo que fosse uma espécie de tanque (categoria de classes que aguentam grandes quantidades de dano antes de caírem em combate) móvel, então criei essas abominações e a história sobre como eles foram criados. Depois criei suas estatísticas e joguei-os contra meus jogadores”.

Vale ressaltar que draconianos (draconian, em inglês) são diferentes dos draconatos (dragonborn, em inglês) que aparecem no Player’s Handbook: Livro do Jogador para D&D 5ª Edição. Os draconatos são específicos do cenário de Dragonlance e possuem características diferentes em comparação com os tradicionais meio-dragões de outros cenários.

Dado o nível de envolvimento de Joe Manganiello com os autores de Dragonlance e a própria Wizards of the Coast (ele é figura frequente nas celebrações da editora), é bastante provável que o autor possui as estatísticas oficiais, criadas pelos designers da detentora da marca Dungeons & Dragons.

Primeira batalha vencida

O fato de o processo ser arquivado ajuda, mas não é um grande alívio para os advogados da Wizards of the Coast. Isso porque, pouco tempo depois do processo dos autores de Dragonlance, a Gale Force 9 entrou com uma ação judicial contra a editora. É bastante provável que o processo (que você pode ler aqui) impacte nas publicações brasileiras: todos os títulos previstos para novembro e dezembro deste ano foram prorrogados para 2021.

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