
O antigo termo era “Role com Coragem”!
Voltamos para 2019 com a edição brasileira de Dungeons & Dragons: após intensa pressão, a Jambô Editora anunciou alterações nas localizações de Daggerheart RPG e Fabula Ultima RPG para o português brasileiro!

Resumo
- A Jambô Editora foi criticada pelas traduções de Daggerheart e Fabula Ultima.
- A principal polêmica de Daggerheart envolveu o termo “Hope”, traduzido inicialmente como “Coragem”.
- A comunidade argumentou que “Esperança” traduz melhor a mecânica do jogo.
- Após feedback intenso, a editora decidiu alterar a tradução para “Esperança”.
- Em Fabula Ultima, termos usados pela comunidade no Foundry foram ignorados.
- A editora também fez ajustes nesses termos após as críticas.
- O caso levantou discussões sobre tradução técnica x estética e o papel do feedback comunitário.
Lista de conteúdos
- O caso Daggerheart
- Os termos problemáticos (de acordo com a comunidade)
- O que a comunidade achou, afinal?
- O comunicado da Jambô Editora
- O caso Fabula Ultima
O caso Daggerheart
A Jambô Editora iniciou a pré-venda de Daggerheart há cerca de duas semanas atrás. As polêmicas acerca da tradução brasileira do jogo começaram quando aqueles que obtiveram o jogo durante a pré-venda receberam suas prévias do livro digital.
Caso queira saber mais sobre Daggerheart, o RPG criado pela equipe do Critical Role, você pode ler esta publicação.
Conheça Daggerheart!
Daggerheart: edição brasileira do RPG do Critical Role em pré-venda!
Daggerheart RPG chega ao Brasil pela Jambô Editora com sistema inovador, cartas exclusivas e ambientação original. Pré-venda com desconto e brinde disponível.
Com as prévias em mãos, os compradores começaram a apontar diversas inconsistências entre os termos adotados pela editora gaúcha com a edição original de Daggerheart — inclusive, apontando as traduções empregadas em outras edições internacionais ao redor do mundo.
Abaixo, você pode conferir alguns dos termos adotados pela editora gaúcha, considerados problemáticos pela comunidade.
Os termos problemáticos (de acordo com a comunidade)
| Termo em inglês | Tradução da Jambô Editora |
|---|---|
| Duality Dice | Dados do Destino |
| Armor Points | Pontos de Defesa |
| Stress | Exaustão |
| Bone | Falange |
| Valor | Bastião |
| Ranger | Caçador |
| Bastion | Baluarte |
| Midnight | Sombras |
| Halfling | Halfling (mantido) |
| Ribbet | Quacho |
| Finesse | Precisão |
| Wordsmith | Beletrista |
| Melee | Adjacente |
| Unstoppable | Determinado |
De todos os termos acima, o que mais incomodou a comunidade foi “Coragem” como tradução de “Hope”. Quase 30 pessoas inundaram os fóruns da Jambô Editora no Discord para reclamar sobre esta tradução específica.
Na imagem abaixo, você pode ler o ponto de vista da editora acerca do termo, de acordo com Kali de Los Santos, autora e editora da Jambô Editora.

O próprio editor da obra, José Cerqueira, fez um reels no Instagram da Jambô Editora para justificar a adoção do termo.
O que a comunidade achou, afinal?

Abaixo, disponibilizamos um dos argumentos usados para justificar que esta foi uma tradução ruim (mas acredite: há vários!).
A tradução de Hope por Coragem ou outro termo é, em minha opinião, um erro.
Esperança é, em uma definição que serve à mecânica do sistema, um ganho de potência. Uma pessoa esperançosa é mais potente do que uma desesperançosa e é isso que o recurso fornece: potência para realizar uma determinada ação que, sem Esperança, não poderia ser realizada. E, por ser potência, pode ou não ser realizada. pode ou não ter sucesso. É o caso do recurso no sistema.
Coragem já é, ao contrário, a condição necessária a quem AGE para enfrentar o medo que sente. Portanto, Coragem não é potência, mas ação (uma ação do coração, em latim). Quem não age, não tem Coragem. Quem age sem medo, não tem Coragem, mas é destemido, temerário, temeroso. Coragem implica em uma contradição com o sistema, porque Esperança e Medo se contrapõem na mecânica: o GM ganha recurso de Medo ou o PC ganha recurso de Esperança. Coragem e Medo não se contrapõem, mas se justificam um ao outro. Uma pessoa Corajosa pode ser ou não Esperançosa e vice-versa. Talvez até fear e hope não fossem as melhores opções, mas não falo sobre o inglês, mas sobre a tradução.
A opção por outro vocábulo do português se justifica se não houver, no contexto, um que preencha a função semântica com a precisão do termo original em inglês. Não é o que ocorre no caso. A opção por Coragem, baseada em uma orientação estética qualquer – argumento que li acima – é contingencial e pessoal. Não se trata da tradução de um texto poético. Esperança é um termo de uso corrente no português e traduz fielmente a função mecânica.
Um dos feedbacks recebidos pela Jambô Editora em seu canal de feedbacks.
Tamanha foi a repercussão que a editora já modificou o termo. A editora-chefe da Jambô Editora, Karen Soarele, enviou um comunicado na manhã desta quinta-feira (3 de julho) no Discord da Jambô Editora. Confira-o abaixo:
O comunicado da Jambô Editora
Oi, pessoal! Aqui é a Karen Soarele, editora-chefe da Jambô.
Antes de mais nada, gostaria de lembrar a vocês que, do lado de cá, somos seres humanos trabalhando com muito carinho no livro que irá para vocês. Os tradutores, editores e revisores são pessoas de carne e osso e estão envolvidas profundamente nesse projeto. Mais do que isso, essas pessoas estão aqui no Discord buscando compreender e atender aos fãs de Daggerheart. Toda vez que alguém manda uma mensagem grosseira, é em nós que vocês estão batendo, é isso não é legal. Por favor, vamos manter o bom senso e a cordialidade aqui dentro. Se abrimos esse canal para diálogo, é porque contávamos com a empatia de todo mundo para dialogar. O Discord da Jambô possui regras de convivência, e nem os tradutores, nem os moderadores, nem os outros jogadores de RPG que estão aqui dentro vão aceitar ficar ouvindo grosseria. Então, por favor sejam gentis.
Sobre a tradução de Hope: nosso editor José Cerqueira se dispôs a fazer aquele vídeo dizendo que houve motivos para usar “coragem”, mas que iremos ouvir vocês caso queiram se manifestar ao contrário. Diferente de outras editoras, a Jambô tem esse contato mais próximo com o público, sempre demos abertura para feedback e iremos abraçar os fãs do Critical Role da mesma maneira como abraçamos fãs de outras franquias antes. Claro que em um reels de 90 segundos não dá tempo de explicar toda a parte técnica da tradução, então ele simplesmente disse que “achamos legal”, mas a verdade é que houve um longo debate interno na editora para definir essa palavra em específico.
Quando traduzimos um livro, nós não estamos simplesmente trocando palavras inglês por português. É mais profundo do que isso. Tradução envolve expressar a INTENÇÃO do autor original. Quando um RPGista anglófono fala “roll with hope”, ele tem uma sensação específica. O grande desafio da tradução/localização não é só trocar as palavras para português, mas sim fazer com que o RPGista brasileiro tenha a mesma sensação.
Nesse caso, o problema no qual esbarramos é que a palavra “esperança” não produz a mesma sensação que “hope” por ser muito longa — principalmente porque, no contexto de RPG, a palavra será falada em voz alta. Cogitamos vários outros termos, mas nenhum deles encaixava em todas as exigências de reproduzir, ao mesmo tempo, o significado e a sensação. Por fim, concluímos que “coragem” era o que mais se aproximava do que estávamos procurando. Porém, como já disse ali em cima, estamos abertos ao feedback de vocês, especialmente em uma palavra que é tão importante para o jogo como um todo. Se a comunidade prefere falar “rolei com esperança”, então vamos fazer essa mudança no livro. A tradução para “hope” será “esperança”.
Algo semelhante acontece com a questão do destino/dualidade. Vamos considerar essa e outras preferências de vocês com muito carinho, e mudar quando fizer sentido para o livro.
Obrigada pelo feedback de vocês, e por favor vamos seguir a conversa com respeito por parte de todos.
Comunicado de Karen Soarele, disponibilizado no Discord da Jambô Editora.
Essa decisão também gerou repercussões: muitas pessoas gostaram da tradução de hope para coragem, apesar de não ser a tradução literal. As discussões permanecem vivas no servidor da Jambô Editora no Discord!
Fabula Ultima

O caso de Fabula Ultima é um pouco mais complexo. Diferente de Daggerheart, recentemente publicado, Fabula Ultima já existia desde 2022. Uma comunidade brasileira, ainda que pequena, já havia se formado. Esta comunidade se ergueu, em especial, ao redor do Foundry, um Virtual Tabletop (VTT, ou plataforma de RPG digital).
Por conta desta comunidade, alguns termos de Fabula Ultima haviam sido traduzidos (o que chamamos de tradução fan-made). Quando a Jambô Editora revelou a tradução de alguns destes termos, logo se percebeu que algumas das traduções destoavam dos termos adotados pela comunidade. E foi aí que começou a confusão.
Mesmo pessoas envolvidas no mercado editorial (mas que também atuaram na tradução da comunidade) manifestaram seu incômodo e frustração com os termos usados pela Jambô Editora. Abaixo, você pode conferir alguns dos termos considerados como problemáticos.
| Termo original | Termo (até então) usado pela Jambô Editora |
|---|---|
| Insight | Sabedoria |
| Mind Points | Pontos de Mana |
| Might | Força |
| Bone Crusher | Quebrador de Ossos |
| Skill | Poder |
| Fumble | Falha Crítica |
A Jambô Editora prontificou-se a ouvir as opiniões da comunidade e já realizou alterações em alguns destes termos. Insight, por exemplo, tornou-se Astúcia, e Might virou Vigor — tradução literal de Vigore, termo utilizado na edição original de Fabula Ultima — que, lembrando, é um jogo italiano.
E você? Acha que a comunidade está exagerando nas reações ou está correta em suas análises?
Deixe sua opinião nos comentários!
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Acho que tem gente na Jambô confundindo os cargos de ‘tradutor’ com ‘autor’.
Rapaz, você entrou em um lugar interessante. Não estou querendo dizer que você esta errado nem nada, é mais uma provocação. Não se pode considerar um tradutor também autor? Visto que o processo de tradução vai muita alem de transcrever o texto escrito para outro idioma. Existe na escolha das palavras uma intenção, que dizem respeito mais sobre o tradutor – que interpretou o texto original e tirou dali um significado que ele traduziu para o próprio idioma – que o autor original.
Olha, sinceramente? Não.
Digo, sim, o tradutor é autor da tradução, mas não da obra. Mudar palavras que dão sentido completamente diferente do original, não é traduzir uma obra, é inventar um novo texto e fazer um trabalho derivativo. Não é essa a função de um tradutor, isso é faltar ao respeito com o público, com a obra original e com o autor.
Quando você pega uma obra como Shadowrun, onde existem termos novos que nem sempre podem ser traduzidos diretamente, existe espaço pra buscar novas palavras que transmitam a intenção original do autor, mesmo que não sejam traduções diretas. Existe espaço pra autoria.
Quando você traduz Armor Points como Pontos de Defesa ou Hope como Coragem, você não está traduzindo a obra, você só está deixando o seu ego falar mais alto. E isso é bem pouco profissional, na minha opinião.
Um tradutor deve adaptar para o idioma que traduz porem é fundamental seguir o contexto da obra, se tem um significado profundo e é a mecânica do jogo meter um coragem ali foi desproporcional, e ainda altera o que o autor do jogo tinha em mente, algo que um tradutor deve evitar fazer. Quem traduz sabe que há casos complexos, de coisas que vai te que ler interpretar e bolar em algo no nosso idioma para passar a mensagem, mas isso é adaptar com a obra em mente. Infelizmente não é o primeiro caso de tradutores daqui mudando sentindo, quem sabe inglês e vê filme legendado, e joga sabendo inglês vê que o povo faz muita escolha de palavras erradas que acabam fazendo isso que coragem fez, o que distorce o peso de uma fala. Que bom que pelo menos ouviram o feedback, isso é bom.
Você consegue explicar por que mudar de Esperança pra Coragem no caso de daggerheart altera o que o autor tinha em mente?
As palavras Hope/Esperança e Courage/Coragem existem em português e em inglês como traduções diretas com significados iguais em ambas as línguas. Se o autor original quisesse que a mecânica do jogo remetesse a coragem, ele teria escolhido a palavra courage e não hope.
É simples assim.
No mais, se a Jambô realmente acreditasse que ‘Coragem’ é a tradução que condiz na nossa língua com o sentido original que o autor escolheu para ‘Hope’, bastaria consultar o autor original e ter o aval dele pra essa escolha de tradução. Por que será que a Jambô não fez isso, eu me pergunto.
O trabalho de tradução de uma obra fictícia deve focar na ideia muito mais que na palavra. Por isso Rivendell se tornou Valfenda e Albus Dumbledore se tornou Albo Dumbledore. Coragem não é a tradução literal de Hope, mas exprime perfeitamente a ideia por trás da mecânica do jogo (tanto que pode ser substituída sem nenhum problema no entendimento da mecânica ou da narrativa) e é bem mais fácil de falar repetidas vezes. Agora, por conta de uns 30 moleques com problema de trato social, todo mundo vai ter que tentar ficar falando “esperança” rápido enquanto joga, o que vai ser um motivo razoável pro jogo ficar cansativo antes da hora. Isso que dá escutar “os fãs”…
Excelente exemplo com Harry Potter.
A Lia Wyler estava tão desconectada da obra quando começou a tradução de Harry Potter, que resolveu traduzir o nome das casas da cabeça dela, sem se dar ao trabalho de consultar a autora sobre a origem daqueles nomes (lembrando que quando o primeiro livro foi traduzido no Brasil, O Prisioneiro de Azkaban já havia sido lançado em inglês). Resultado: temos os nomes dos fundadores mantidos no original e o nome das casas traduzidos da cabeça da tradutora, completamente desconexos com o sentido original da autora.
É um belo exemplo de como não traduzir uma obra.
Rapaz eu quero muito entender seu critério. Vamos lá. No livro do Harry Potter existem seções em que fica explícito a relação de cada fundador com a sua casa. A única coisa que se perde é o fato de que não se usa o mesmo nome, mas o vínculo é explícito. Resultado: na prática, todo mundo entendeu. Se eu estiver errado, por favor me manda aí o link da notícia das milhares de crianças brasileiras que não entenderam a obra por conta dessa questão de tradução e eu vou reconhecer seu argumento.
Voltando a questão da esperança/coragem, vamos deixar uma coisa clara aqui: chamar de esperança não tem nenhuma conotação narrativa ou mecânica no jogo. Poderia muito bem se chamar coragem, bônus, benção, etc. Até agora eu notei que seu maior argumento é que a tradução não foi validada com o autor. Eu vejo pouco valor nisso porque no fim das contas você também não sabe qual seria a posição do autor. Ele poderia muito bem dizer que chamou de Hope em vez de Courage só porque Hope é mais fácil de falar e deixaria o jogo mais fluído. Isso sim é seria um argumento muito bom pra chamar o dado de Hope para a versão em inglês e seria exatamente por essa motivação que não valeria muito a pena chamar de Esperança na versão em português. Nota como isso é um argumento de verdade que afeta de maneira prática a jogatina? Isso é qualidade objetiva, como os tradutores da Jambo tentaram explicar nas justificativas deles. Eu não estou dizendo que o trabalho deles é perfeito, mas nesse ponto eles foram plenamente capazes de justificar a escolha. De qualquer forma, agora estão voltando atrás. Vamos lá jogar falando “sprança” pra tentar ganhar tempo
Cara, na boa. Você não sabe ler. Eu disse que é uma falácia lógica você dizer que meu argumento é apenas julgar o seu. E você insiste em afirmar isso. Essa sua cegueira seletiva tá demais homem. Vou repetir pela última vez: meu argumento é que a justificativa dada é suficiente, objetiva e técnica servindo para explicar porque Coragem é melhor que Esperança.
Na verdade, a Lia Wyler consultou a JK Rowling para a maioria das suas adaptações. A JK fala português, alias, e salvo engano, lembro-me que chegou a elogiar várias das escolhas da Lia.
Se o seu contra-argumento pro que eu disse é “eu vejo pouco valor nisso”, não temos mais o que discutir: eu encerro minha participação dizendo que vejo pouco valor nessa debate sem argumentos.
Eu acho que você não leu a matéria e falar que eu não apresentei argumentos é uma falácia lógica. O seu “argumento” é baseado numa possibilidade de que o autor não gostaria da palavra. Mera conjectura. Meu contra argumento não é julgar o seu (isso nem seria argumento) e sim que a justificativa apresentada na matéria é suficiente. É um argumento técnico, claro e objetivo, o que vai muito além de termos abstratos como um “ah, eu não gostei”. Vou te fazer um favor já que você provavelmente não leu e vou replicar o argumento aqui:
“Coragem não tem encontro consonantal, só tem plosiva no início, tem vogais mais definidas e é um bom antônimo para medo. Coragem tem uma vogal aberta na segunda sílaba, que é tônica. Se alguém encurtar o “e” no fim, não faz tanta diferença. Esperança tem tônica na terceira sílaba, não tem vogal tão aberta além de ser anasalada. A chance do “e” no início se perder e do próprio “a” da tônica perder o impacto é muito grande”.
Meu argumento é que de uma infinidade de possibilidades o autor escolheu uma específica, porque é a que ele considerou a mais adequada.
O seu “argumento” é que não dá pra saber se é mesmo a mais adequada.
E meu argumento é que é falacioso. Então tá.
Gostaria só de pontuar que no caso de Fabula Ultima, não foi um “distanciamento da tradução de fãs”. Se fosse isso, os fãs não teriam abraçado a transformação de INSIGHT em ASTÚCIA, já que o termo que usávamos era INTUIÇÃO. Para ficar bem claro qual era o problema, sugiro colocar nessa tabelinha do final os termos originais em italiano prós seus leitores compararem. Até quem não é tradutor vai perceber.
[…] Jambô Editora está comprometida a entregar a melhor versão possível de Fabula Ultima. Como reportamos nesta publicação, muitos dos fãs se incomodaram com alguns dos termos disponíveis na edição brasileira de Fabula […]
Rapaz o que a Kali disse eu achei muito nada haver, a opinião dela não deveria interferir em uma obra que não é dela. Nisso o pessoal da jambo acertou mas de forma feia, deixou esperança? Sim. Mas deixa ao ar aquele tom de deboche e de ego inflado de que o termo deles estava melhor e o azar é o nosso.
Dessa editora quero distância desde T20 playtest !
[…] acerca dos termos adotados para os jogos mais recentes da editora (Daggerheart e Fabula Ultima, como você pode ver nesta publicação), os fãs de Ordem Paranormal agora estão boicotando a […]
Briga de ego não leva a nada, “todo tradutor é um traidor”. Só admitir que queria deixar com a nossa “cara” e por isso preferiram mudar. As traduções de fãs são assim o tempo todo, anos depois a galera vai reclamar de x ou y e descobre que não era assim no original. A gente só espera um pouco mais de material licenciado. Joga seguro, não custa muito escolher termos ou expressões pelo menos no mesmo campo semântico ou sinônimos, deixa pra hora do jogo e pro mestre com seus jogadores usar ou não a regra 0 e a regra do legal e fazer o que quiser…