
Mais um problema recente envolvendo à editora!
A Jambô Editora enfrenta uma verdadeira tormenta: além das questões levantadas pela comunidade acerca dos termos adotados para os jogos mais recentes da editora (Daggerheart e Fabula Ultima, como você pode ver nesta publicação), os fãs de Ordem Paranormal agora estão boicotando a editora!

Lista de conteúdos
Resumo
- Fãs de Ordem Paranormal iniciaram um boicote à Jambô Editora no dia 5 de julho de 2025.
- As críticas incluem o uso de texto copiado de Tormenta 20 no RPG de Ordem; preços altos e fretes considerados abusivos; erros persistentes mesmo após correções; problemas com impressão e suporte da editora e queerbaiting durante o Mês do Orgulho LGBTQIA+.
- A editora respondeu informalmente por meio do editor-chefe Guilherme Dei Svaldi nas redes sociais. O editor explicou os preços, o envolvimento de Cellbit e o uso de elementos de Tormenta.
- Também afirmou que haverá esforços para tornar os produtos mais acessíveis.
O que está acontecendo?
Entre o final de junho e início de julho de 2025, fãs (ou fandom) de Ordem Paranormal iniciaram um movimento de boicote contra a Jambô Editora, através da hashtag #BoicoteJambo no X/Twitter. Inicialmente, o movimento não chamou muita atenção, mas com a passagem dos dias, o movimento começou a pegar tração, tendo alcançado mais de 350 mil pessoas deste então.
A mensagem inicial provocou uma resposta do editor-chefe da Jambô Editora, Guilherme Dei Svaldi. Mas antes de trazê-la à tona, vamos entender o porquê do boicote.
Os motivos do boicote
Um dos integrantes do movimento de boicote, Franci, listou sete motivos para o boicote público nesta publicação do X. Foi este tweet de insatisfação que viralizou no X, ajudando o movimento a ganhar tração. Os motivos do boicote são:
- Vende um sistema que é 50% um “copia e cola” de T20, sem nem alterar textos (o que também causou erros com o sistema atual, por usar termos que não existiam);
- As promessas eram de que o sistema de Ordem seria feito para iniciantes, e de última hora, na atualização 1.1, a Jambô fez alterações e enviou para impressão sem respeitar os feedbacks, sem consentimento ou avisar o Cellbit, aumentando em muito a dificuldade do sistema e obritando os jogadores a se virarem para balancear algo que já deveria vir pronto e jogável;
- Preços nada acessíveis, que só foram aumentando, além de fretes basicamente abusivos, para um público de um produto (a série de RPG) que é justamente acessível;
- Houve já a desculpa de que o motivo dos preços altos era pelos brindes (o que claramente não são);
- Inúmeros erros de digitação, e mesmo depois de serem corrigidos, aparecem novos e continuam faltando erros a serem corrigidos a cada nova atualização;
- Livros que vinham com impressão errada, brindes faltando ou vindo em dobro;
- Queerbaiting na divulgação da HQ de Desconjuração durante o Mês do Orgulho LGBTQIA+ (e até hoje não se desculparam).

E não para por aí
Outras reclamações ao longo da publicação original, disponível no X (antigo Twitter), também incluem:
- A demora da editora em responder mensagens nos canais de suporte da editora. Há pessoas que relatam demoras de dois meses para o suporte entrar em contato;
- A falta de suporte para com a comunidade internacional de Ordem Paranormal;
- A promessa não cumprida de tornar o jogo mais acessível;
- Ter vendido o jogo antecipadamente na CCXP, ignorando as pessoas que o obtiveram durante a pré-venda;
- Não ter enviado itens obtidos durante a pré-venda. Este é o caso de O Espreitador e Outras Histórias, lançado em março e que alguns membros da comunidade relatam extrema demora ou sequer ter recebido o item;
- O fato do suplemento Sobrevivendo ao Horror ser praticamente mandatório para jogar Ordem Paranormal RPG, pois corrige vários dos problemas apontados pela comunidade;
- Falta de zelo para com os produtos vendidos pela editora, como você pode ver na imagem abaixo.

A comunidade de Ordem Paranormal até criou um documento listando perguntas e respostas sobre o sistema de Ordem Paranormal RPG. Você pode acessar este documento aqui.
Uma cópia de Tormenta 20?
Muitas das reclamações dos fãs, em especial na thread de resposta de Guilherme Dei Svaldi, traz luz ao fato de que várias das mecânicas de Ordem Paranormal RPG se fazem presentes em Tormenta RPG, às vezes, sem qualquer modificação.

Vale destacar, aliás, que a crítica da comunidade de Ordem Paranormal RPG não se limita à Jambô Editora. Os fãs também criticam a lolja, loja online de vestuário, responsável por comercializar roupas e acessórios de Ordem Paranormal.
O queerbaiting
Todos os pontos citados não precisam de maiores detalhes para serem compreendidos, com exceção do último. De acordo com a comunidade, a Jambô Editora realizou queerbaiting durante a divulgação da HQ Ordem Paranormal: Desconjuração: Parte 1.
Queerbaiting seria algo como “enganar a comunidade queer” através de iscas, na tentativa de vender produtos para este público. Durante a divulgação (você pode ver abaixo), a editora coloca no texto da publicação “Será que a canonização de Joesar vem aí?” (“Joesar” é a junção dos nomes de duas personagens de Ordem Paranormal). Quando um membro da comunidade perguntou se isso, de fato, aconteceria, a editora respondeu “Foi só meme mesmo amg”.
Em outro comentário, o social media da Jambô Editora respondeu “Pior que ninguém prometeu absolutamente nada e estão xingando até nossa 5ª geração”.

O agravante, na visão de parte da comunidade, é que este queerbaiting foi realizado durante o Mês do Orgulho LGBTQIA+. Apesar da editora nunca ter se pronunciado quanto ao tema, Guilherme Dei Svaldi respondeu ao questionamento de um membro da comunidade sobre este assunto.
Se está falando da questão do queerbaiting: foi uma brincadeira da editora no sentido de mostrar que acompanhamos os memes da comunidade. E só. Parte considerável da equipe da Jambô é LGBTQ+. A editora já lançava obra de fantasia com protagonista não-hetéro há muuuito tempo.
Resposta de Guilherme Dei Svaldi sobre o Queerbaiting.
Abaixo, colocamos outra resposta do editor sobre o tema.
A “resposta” da Jambô Editora
A Jambô Editora não respondeu oficialmente aos apontamentos da comunidade. Seu editor-chefe, Guilherme Dei Svaldi, veio a público para apresentar respostas a alguns dos questionamentos da comunidade. Você pode conferir a publicação na íntegra neste link.
Oi pessoal! Meu nome é Guilherme Dei Svaldi. Sou diretor da Jambô e um dos autores de Ordem, mas vou falar aqui como pessoa, não como representante da editora.
Eu jogo RPG desde o início dos anos 90, trabalho profissionalmente com o jogo desde o início dos anos 2000 e talvez seja o autor mais premiado do mercado brasileiro de RPG. Não digo isso pra me vangloriar, só pra dizer que sou uma pessoa muito dedicada a RPG no geral há muito tempo, e a Ordem em específico há vários anos.
Assim, é claro que fico chateado com um “boicote” aos materiais que a gente faz, mas entendo que todo mundo tem direito de não gostar de algo. Porém, preciso explicar algumas coisas que estão erradas.
Pra começar, o Cellbit é diretor criativo de Ordem e, sim, tudo passa por ele. Ele é INCANSÁVEL pra trabalhar com Ordem, é o projeto da vida dele e seria ingenuidade achar que ele não coordena tudo que fazemos.
Sobre os preços, o @FranciOficial está realmente errado. Os preços que cobramos são calculados pela tabela oficial dos Correios, e não ganhamos nenhum centavo com isso. Inclusive, temos uma promoção de frete grátis em compras a partir de R$ 200 na qual a editora paga o frete pelo cliente, e às vezes chegamos a perder dinheiro dependendo do pedido da pessoa e de onde ela mora como forma de viabilizar o envio para regiões mais afastadas.
Sobre o RPG de Ordem ter elementos de Tormenta: tem sim, nunca negamos isso e tampouco é um problema, visto que Tormenta é um sistema muito funcional. Porém, temos criado conteúdos específicos para Ordem, como quem viu o Sobrevivendo ao Horror pôde conferir. Esse é um livro no qual fui o lead designer e apresenta mais a minha visão (e do próprio Cellbit!) de como o sistema deve ser daqui pra frente. É um livro do qual tenho muito orgulho e acho que todo mundo que teve a oportunidade de vê-lo vai concordar.
Por fim, sobre o custo dos quadrinhos, é importante pontuar que o nosso aumento está abaixo da inflação e que todas as artes das HQs são feitas por artistas humanos, brasileiros e que recebem pelo seu trabalho. A Jambô é hoje uma das poucas editoras que investe em artistas nacionais e criações próprias, em vez de só traduzir conteúdo de fora (que é muito mais fácil e barato que criar do zero).
Não somos uma “megacorporação”, mas uma editora que acredita no potencial das criações nacionais. É claro que não somos perfeitos, mas sempre nos esforçamos para melhorar. E vamos continuar investindo em Ordem e nos artistas do Brasil.
Resposta de Guilherme Dei Svaldi, disponível no X
Mais esclarecimentos
Ainda, em outra resposta no X, Guilherme Dei Svaldi se comprometeu a estudar soluções para tornar os produtos de Ordem Paranormal RPG mais acessíveis.
Certo! Vamos estudar possibilidades para tornar a obra mais acessível. Isso é uma preocupação para nós, tanto que, no caso de Tormenta por exemplo, lançamos uma versão econômica, com acabamento mais simples (mas o mesmo conteúdo!).
Resposta de Guilherme Dei Svaldi no X
Finalmente, vale destacar que este sentimento de boicote não é unânime entre os fãs de Ordem Paranormal e os fãs da Jambô Editora. Há comentários citando que o fandom de Ordem Paranormal RPG “não sabe falar sem ofender” ou que a Jambô Editora não deveria dar ouvidos “a uma minoria raivosa”.
E você, o que acha sobre o assunto? Os fãs de Ordem Paranormal estão “chutando o balde” ou há razão por trás da reclamação? Deixe sua opinião nos comentários!
Um lembrete: o foco do Joga o D20 é apresentar uma versão imparcial dos fatos. Por isso não há qualquer julgamento de valor na publicação.
Talvez devêssemos gravar um vídeo para explicar mais sobre nosso ponto de vista?
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Minha opinião é que a fanbase de Ordem é tipo um culto de insetos insanos que querem sangue de seus deuses antigos.
nisso eu vou ter que concordar
Bom, como jogador de ordem, em partes concordo com bastantes coisas, a maioria dos rituais que tiveram no livro de ordem foi basicamente cópia de magia do tormenta, o que na minha visão não é bom, pois isso é uma preguiça criativa, sem ter a capacidade de criar algo novo. A falta de balencamento também é muito presente, tendo que os próprios jogadores balancear pra jogar, sendo que isso nem deveria acontecer, enfim. Tem bastante problemas do sistema que a Jambo deveria corrigir.
As promessas eram de que o sistema de Ordem seria feito para iniciantes, e de última hora, na atualização 1.1, a Jambô fez alterações e enviou para impressão sem respeitar os feedbacks, sem consentimento ou avisar o Cellbit, aumentando em muito a dificuldade do sistema e “obritando” os jogadores a se virarem para balancear algo que já deveria vir pronto e jogável;
é obrigando, não obritando.
da uma arrumada aí pessoal da edição
[…] É simples: a Jambô Editora disponibilizou a história em quadrinhos baseada em uma campanha do youtuber Cellbit na versão digital. Isso pode parecer pequeno, mas esta é uma demanda de longa data da comunidade de Ordem Paranormal RPG. Esta demanda, aliada a outras, gerou um boicote à editora de Porto Alegre (como você pode ver nesta publicação). […]
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